Representantes do Brasil e dos Estados Unidos iniciaram negociações comerciais após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump, realizado no último dia 7 de maio.
As conversas envolvem tarifas comerciais, barreiras econômicas e investigações conduzidas pelos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras.
O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, informou que realizou uma primeira reunião virtual com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.
“Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e espero continuar as discussões”, afirmou Greer nas redes sociais.
Grupo de trabalho discutirá tarifas
Após o encontro entre Lula e Trump, os dois governos anunciaram a criação de um grupo de trabalho para negociar a redução de barreiras tarifárias em até 30 dias.
Trump também comentou a reunião nas redes sociais, destacando que o comércio bilateral esteve entre os principais temas discutidos.
“Discutimos muitos tópicos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, afirmou o presidente norte-americano.
EUA investigam Pix, etanol e comércio popular
Durante evento em Washington, o sub-representante de Comércio dos EUA, Jeffrey Goettman, afirmou que segue em andamento uma investigação comercial contra o Brasil baseada na Seção 301 da legislação americana.
O relatório deve ser concluído em julho e inclui análise sobre temas como:
- o sistema de pagamentos instantâneos Pix;
- o comércio popular da Rua 25 de Março, em São Paulo;
- o mercado de etanol brasileiro.
Além disso, o Brasil também integra outro processo conduzido pelos EUA envolvendo suposto uso de trabalho forçado, ao lado de dezenas de países.
Fazenda e Tesouro dos EUA também se reuniram
Paralelamente às negociações comerciais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou de reunião com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante encontros paralelos ao G7, em Paris.
Segundo Durigan, as conversas abordaram os impactos econômicos das tensões no Estreito de Ormuz e o avanço das tratativas sobre o comércio bilateral.
O ministro também informou que os dois países discutem um mecanismo de cooperação entre a Receita Federal brasileira e a alfândega norte-americana para combate ao tráfico internacional de armas e drogas.
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