O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, com representantes de centrais sindicais após uma marcha de trabalhadores em Brasília. Durante o encontro, foi entregue ao governo um documento com 68 propostas voltadas à classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030.
Entre as principais reivindicações estão o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fortalecimento da negociação coletiva, a regulamentação do trabalho por aplicativos e medidas contra a pejotização irrestrita.
Lula destacou a importância do diálogo com os trabalhadores e afirmou que o encontro marca o início de um processo de mobilização. O presidente também lembrou que já encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1, ressaltando a necessidade de apoio popular para a aprovação.
Principais pontos da pauta
As propostas foram definidas durante a Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat) 2026 e incluem:
- redução da jornada de trabalho sem corte de salário;
- fim da escala 6×1;
- valorização da negociação coletiva;
- regulamentação do trabalho por aplicativos;
- combate à pejotização;
- ações de enfrentamento ao feminicídio.
Participação e cenário econômico
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a importância da presença sindical para a democracia e citou avanços recentes, como o crescimento do emprego e da massa salarial.
Já o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou o papel das centrais sindicais na construção de políticas públicas e na representação dos trabalhadores.
Mudanças no mundo do trabalho
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou que a proposta de redução da jornada representa uma atualização histórica, considerando as transformações tecnológicas desde a Constituição de 1988.
Representantes sindicais também alertaram para os impactos da tecnologia e da inteligência artificial no mercado de trabalho, especialmente entre jovens e mulheres, defendendo a necessidade de repensar o tempo e as condições de trabalho.
Projeto em discussão
Além das reivindicações, o governo apresentou proposta de projeto de lei que trata da regulamentação das relações de trabalho no setor público e da organização sindical. O texto prevê a institucionalização da negociação coletiva nos diferentes níveis de governo e garante direitos como licença remunerada para dirigentes sindicais.
A agenda apresentada reforça a tentativa de ampliar direitos trabalhistas e adaptar as relações de trabalho às mudanças econômicas e tecnológicas em curso.
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