..::data e hora::.. 00:00:00

MP denuncia ex-prefeito Alcides Bernal por homicídio qualificado em morte de servidor em Campo Grande

por | abr 14, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. Ele está preso preventivamente pela morte do servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.

A denúncia, apresentada no último dia 10 de abril, aponta que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e contra uma pessoa idosa. Segundo o MPMS, Bernal teria agido por vingança, por não aceitar a perda de uma mansão que anteriormente lhe pertencia e que foi adquirida por Mazzini.

De acordo com o documento, os dois não tinham relação próxima e passaram a ter contato apenas após a compra do imóvel, feita pelo servidor junto à Caixa Econômica Federal. O Ministério Público também destacou que o ex-prefeito utilizou uma arma com registro vencido desde 2018 e com porte expirado desde 2019.

Além da responsabilização criminal, o MPMS requer o pagamento de indenização equivalente a 10 salários mínimos por danos causados.

O crime ocorreu no dia 24 de março deste ano, dentro de uma mansão avaliada em cerca de R$ 4 milhões. O imóvel havia sido arrematado por Mazzini em leilão judicial e estava em fase final de regularização.

A defesa da família da vítima afirma que as fechaduras da residência foram trocadas diversas vezes antes do crime. Já Bernal alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que foi alertado pelo sistema de segurança sobre a presença de pessoas no local.

Após os disparos, o ex-prefeito acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e se apresentou na delegacia, onde prestou depoimento.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima foi atingida por dois disparos, sofreu três perfurações e chegou a ser reanimada, mas não resistiu.

A defesa de Bernal informou que só irá se manifestar nos autos do processo.

Com informações do G1/MS

0 comentários

Enviar um comentário