O avanço dos casos de chikungunya mobilizou uma grande operação do Governo Federal em Dourados. A ação reúne diferentes ministérios e órgãos públicos com o objetivo de conter a doença, ampliar o atendimento à população e garantir suporte emergencial, principalmente às comunidades indígenas mais afetadas.
Para enfrentar a crise, mais de R$ 3,1 milhões foram destinados ao município. Os recursos são aplicados em assistência humanitária, vigilância em saúde, controle do mosquito e serviços de limpeza urbana. Parte do valor também será usada para recuperação de áreas afetadas e reforço da estrutura local.
A Força Nacional do SUS é um dos principais pilares da operação. Com 40 profissionais mobilizados — sendo 26 já em atuação direta — as equipes já realizaram 1.288 atendimentos clínicos, 81 remoções para unidades de média e alta complexidade e 225 visitas domiciliares. O trabalho ocorre tanto na cidade quanto em territórios indígenas, com foco na ampliação do acesso à saúde e no acompanhamento de casos.
No combate ao mosquito Aedes aegypti, as ações foram intensificadas com a atuação de cerca de 95 profissionais. Em apenas uma semana, mais de 4,3 mil imóveis foram inspecionados, resultando na identificação de mais de mil focos do vetor. Também foram realizadas aplicações de inseticida e instalação de armadilhas com larvicidas em áreas estratégicas.
O Exército Brasileiro também reforça a operação, com o envio de 40 militares e cinco viaturas para apoiar as ações logísticas e o combate ao mosquito.
Como medida adicional, o Ministério da Saúde autorizou a contratação emergencial de 50 agentes de combate às endemias. Parte deles já começou a atuar, enquanto os demais passam por capacitação para reforçar as equipes nos próximos dias.
A Fundação Oswaldo Cruz contribui com o envio de medicamentos para aliviar os sintomas da doença, especialmente as dores intensas causadas pela chikungunya.
Nas aldeias indígenas, as ações incluem distribuição de alimentos e melhoria no acesso à água potável. Está prevista a entrega de 6 mil cestas básicas, além da ampliação do sistema de abastecimento nas aldeias Jaguapiru e Bororó, visando melhorar as condições sanitárias dessas comunidades.
Casos e mortes acendem alerta
Dados recentes apontam 2.812 notificações da doença na região, com 1.198 casos confirmados. A maior parte está concentrada nas comunidades indígenas, que representam cerca de 70% das confirmações. Até o momento, cinco mortes foram registradas, todas entre indígenas.
Diante do cenário, o Governo Federal mantém uma sala de situação ativa para monitorar a evolução da doença e coordenar as ações em tempo real. Também estão em andamento capacitações de profissionais de saúde, padronização de protocolos de atendimento e campanhas de conscientização, incluindo o envio de mensagens de prevenção para milhares de moradores.
A força-tarefa segue atuando para conter o avanço da doença, reduzir casos graves e garantir assistência à população de Dourados.







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