O “Yuccatone” foi comercializado por D. W.Griffith em 1908 como a solução definitiva contra a calvície, mas não foi capaz de reverter a careca de seu produtor.
Pesquisadores identificaram práticas curiosas e até chocantes utilizadas na medicina há quase 600 anos após analisarem livros médicos do período renascentista. Entre os tratamentos recomendados por especialistas da época estavam o uso de fezes humanas para combater a calvície e dentes de hipopótamo para tratar mau hálito.
O estudo foi conduzido a partir da análise de dois manuais escritos pelo médico alemão Bartholomäus Vogtherr, publicados em 1531. As obras reuniam receitas populares para tratar doenças comuns e eram amplamente difundidas entre a população da época.
Os pesquisadores encontraram anotações feitas entre os séculos 16 e 17 nas páginas dos livros, indicando que leitores testaram os tratamentos e registraram resultados diretamente nos exemplares. Para confirmar o uso das receitas, a equipe também analisou vestígios químicos invisíveis deixados no papel ao longo do tempo.
A técnica utilizada foi a análise proteômica, que permite identificar proteínas presentes nos materiais. Ao todo, foram sequenciados 111 componentes proteicos, muitos deles associados a substâncias de origem vegetal e animal citadas nas receitas.
Além de ingredientes mais comuns, como alecrim e agrião, os cientistas identificaram evidências do uso de fezes humanas, cabeças de lagarto trituradas para queda de cabelo e carapaças de tartaruga indicadas para retenção de líquidos. Também foram encontrados vestígios relacionados a dentes de hipopótamo, usados em tratamentos dentários para mau hálito, aftas e manchas nos dentes.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Manchester e os resultados foram publicados na revista American Historical Review. A equipe pretende ampliar as análises para outros livros históricos, com o objetivo de compreender melhor as práticas médicas do passado e a evolução do conhecimento científico ao longo dos séculos.

Livro antigo revela tratamentos inusitados usados na medicina do passado – Divulgação/Instituto de Pesquisa/Biblioteca John Rylands/ Universidade de Manchester






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