O cantor João Lima, investigado por violência doméstica, pertence a uma família tradicional da música e da política na Paraíba. Neto do forrozeiro Pinto do Acordeon e filho de Cicinho Lima, cantor e ex-deputado estadual, o artista ganhou projeção no cenário musical nordestino, mas passou a ser alvo de investigação policial após denúncias de agressão contra a própria esposa.
Natural de João Pessoa, João Lima cresceu em meio à forte influência artística da família. Seu avô, Pinto do Acordeon, foi um dos nomes mais emblemáticos do forró na Paraíba e morreu em 2020, aos 72 anos, vítima de câncer. O legado musical também segue com o pai, Cicinho Lima, que construiu carreira como cantor e ingressou na política, atuando como deputado estadual pelo Partido Liberal e, posteriormente, como secretário de Cultura do estado.
Cicinho Lima é atualmente suplente de deputado estadual pelo PL e foi nomeado secretário executivo de Cultura durante a gestão do governador João Azevêdo. A nomeação gerou críticas de artistas e representantes do setor cultural paraibano. O pai do cantor também é conhecido por sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem já apareceu em registros públicos e por quem manifesta alinhamento político.
Na área musical, João Lima atua como cantor, compositor e empresário nos gêneros forró e sertanejo, de forma independente. Ele reúne mais de 74 mil seguidores nas redes sociais, usadas para divulgação de seus trabalhos e projetos. Em 2024, lançou o álbum “Prazer, João Lima”, disponível nas principais plataformas de streaming.
Como compositor, o artista afirma ter parcerias com nomes conhecidos da música nacional, entre eles Xand Avião, Wesley Safadão, Gustavo Mioto, Nattan, Os Menotti, Heitor Costa, Rai, Eric Land e Barões da Pisadinha, além de outros representantes do forró e do sertanejo.
A trajetória artística, no entanto, passou a ser ofuscada pelo caso de violência doméstica. João Lima é investigado pela Polícia Civil da Paraíba após a divulgação de imagens que mostram agressões contra sua esposa, Raphaela Brilhante. Os vídeos circularam nas redes sociais no sábado e provocaram ampla repercussão.
A vítima registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, as agressões teriam ocorrido ao longo da semana. Raphaela solicitou medida protetiva de urgência, que foi concedida pela Justiça. O caso será encaminhado ao Ministério Público estadual para as providências cabíveis.
Em nota, a defesa da vítima afirmou que agressões físicas, psicológicas, morais e financeiras são inaceitáveis e que o autor deverá responder conforme prevê a legislação de proteção à mulher. Até a última atualização, a assessoria de João Lima não havia se manifestado sobre as acusações.










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