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Advogado é preso após entregar celular de outra pessoa e tentar obstruir investigação sobre tráfico em MS

por | jan 21, 2026 | Últimas notícias

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou um advogado de 55 anos por obstrução à Justiça após ele tentar atrapalhar as investigações da Operação Snow, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas, com participação de policiais. O caso foi divulgado nesta segunda-feira.

Segundo o MPMS, o advogado está preso preventivamente desde sexta-feira, em Campo Grande. As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o Gaeco, que aponta atuação intencional do investigado para impedir o acesso da Justiça a provas consideradas essenciais.

De acordo com o processo, o advogado foi alvo de um mandado de busca e apreensão que determinava a entrega de seu celular de uso pessoal. No momento da abordagem, ele resistiu à ordem judicial e questionou a legalidade da medida, mas os argumentos foram rejeitados pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande.

Em fevereiro de 2025, ao comparecer à sede do Gaeco para cumprir a decisão, o advogado entregou um celular que não era dele. A perícia técnica constatou que o aparelho pertencia a um terceiro e não apresentava sinais de uso cotidiano. O celular estava sem cartão SIM, sem cartão de memória e não continha registros comuns, como fotos, vídeos, mensagens ou histórico de navegação.

Para os promotores de Justiça, a entrega do aparelho foi uma manobra para ocultar provas e impedir o acesso a conversas que poderiam ligá-lo à organização criminosa e a possíveis esquemas de corrupção. As investigações indicam que o advogado exercia um papel estratégico dentro do grupo, indo além das funções tradicionais da advocacia.

Relatórios de inteligência apontam que ele auxiliava na proteção de integrantes da organização criminosa e teria intermediado o pagamento de propina a policiais para facilitar a liberação de caminhões carregados com drogas.

A denúncia sustenta que a ocultação do verdadeiro celular e a entrega de um aparelho sem informações configuram tentativa de destruição de provas. A pena prevista para o crime de obstrução à Justiça varia de três a oito anos de prisão.

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