O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, dia 20 de dezembro, que uma eventual intervenção armada na Venezuela representaria uma catástrofe humanitária. A declaração foi feita durante o discurso de abertura da 67ª Reunião de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Ao comentar a atual tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, Lula disse que o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional, mais de quatro décadas após a Guerra das Malvinas. Segundo o presidente, os limites do direito internacional estão sendo colocados à prova e uma ação militar no país vizinho criaria um precedente perigoso para o mundo.
Lula destacou que há quem veja a integração regional como uma ameaça à soberania nacional, mas afirmou que os reais riscos à soberania hoje se manifestam de outras formas. Para ele, as principais ameaças são a guerra, as forças antidemocráticas e o avanço do crime organizado.
O presidente também lembrou que a Venezuela e os Estados Unidos vivem um momento de forte tensão, com receio de que a situação evolua para um conflito armado. Diante desse cenário, Lula reforçou a defesa do diálogo como único caminho para evitar uma escalada de violência na região.
Na última quinta-feira, dia 18 de dezembro, em entrevista a jornalistas, o presidente revelou que tem mantido conversas tanto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo ele, a posição do Brasil é clara em favor da negociação diplomática e da busca por soluções pacíficas para preservar a estabilidade regional.






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