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Vini Jr se pronuncia sobre racismo e cobra união após caso Prestianni

por | abr 6, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O atacante Vinícius Júnior voltou a se manifestar sobre racismo no futebol ao comentar o episódio envolvendo o argentino Gianluca Prestianni, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira.

Jogador do Real Madrid, o brasileiro falou abertamente sobre o impacto emocional dos casos recorrentes de discriminação e destacou que a luta contra o racismo precisa ser coletiva.

“É sempre um tema muito complicado, mas que aconteceu muitas vezes. Oxalá possamos continuar essa luta. Nós somos famosos, temos dinheiro e conseguimos lidar melhor, mas os pobres e os negros, que estão em todo lugar, têm muito mais dificuldades”, afirmou.

Vini também ressaltou a importância de outros jogadores se posicionarem, citando o jovem Lamine Yamal como exemplo recente. Para ele, a união entre atletas pode ajudar a reduzir os casos no futuro.

“Não digo que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam países racistas, mas há racistas nesses lugares, assim como no Brasil. Se continuarmos juntos nessa luta, acredito que as próximas gerações não precisarão passar por isso”, completou.

O episódio citado ocorreu em 17 de fevereiro, durante partida entre Real Madrid e Benfica, válida pela Liga dos Campeões da UEFA, no Estádio da Luz. Após marcar o gol da vitória, Vinícius afirmou ter sido chamado de “mono” (macaco) por Prestianni.

Diante da denúncia, o árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracismo da UEFA, interrompendo a partida por cerca de dez minutos.

A entidade abriu uma investigação independente, que ainda está em andamento. A apuração enfrenta dificuldades, já que o jogador argentino teria coberto a boca no momento da suposta ofensa.

Mesmo assim, Prestianni foi suspenso preventivamente e não atuou no jogo de volta, no Santiago Bernabéu. Caso seja considerado culpado por injúria racial, ele pode receber punição de pelo menos dez partidas, além de possíveis desdobramentos na Justiça portuguesa.

O caso reacende o debate sobre racismo no futebol europeu e reforça a pressão por medidas mais duras dentro e fora de campo

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