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Van estrangeira é apreendida ao tentar entrar no Brasil com 625 kg de antimônio em MS

por | fev 2, 2026 | Últimas notícias

Uma van estrangeira foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal ao tentar entrar no Brasil transportando 625 quilos de antimônio, mineral considerado estratégico e amplamente utilizado na fabricação de baterias e em setores de alta tecnologia. A apreensão ocorreu na tarde de sábado, dia 31, em Corumbá, município localizado na região de fronteira com a Bolívia.

De acordo com a PRF, a abordagem aconteceu por volta das 15h, em frente à unidade operacional da corporação. Durante a fiscalização do veículo, os policiais encontraram 25 sacos lacrados, sem qualquer tipo de rótulo, armazenados no bagageiro da van. Cada saco continha cerca de 25 quilos do mineral, totalizando a carga apreendida.

O material entrou no país sem documentação fiscal e sem autorização de importação, o que configura irregularidade. Questionado pelos agentes, o motorista informou que realizava o transporte de uma encomenda e afirmou que o conteúdo se tratava de uma amostra de minério. Ele não apresentou nota fiscal, apenas um comprovante em papel com a identificação do remetente.

Após contato com o remetente, a PRF confirmou que a carga era composta por antimônio adquirido na Bolívia. O condutor também relatou que não possuía autorização legal para importar o mineral e que a intenção era comercializá-lo com fabricantes de baterias no Brasil.

Por se tratar de um mineral estratégico, utilizado não apenas na produção de baterias, mas também em segmentos de alta tecnologia, o transporte e a comercialização do antimônio são acompanhados de perto por órgãos de controle. Recentemente, o governo brasileiro criou um conselho específico para monitorar as reservas de minerais raros e críticos, essenciais para a indústria de eletrônicos e para a transição energética.

Os 25 sacos com o mineral apreendido foram encaminhados à Receita Federal em Corumbá, que ficará responsável pelos procedimentos legais e pela apuração das responsabilidades. O caso segue sob análise das autoridades competentes.

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