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Vacinados há mais de 21 dias seguem protegidos, afirma Butantan após suspensão temporária da vacina contra dengue

por | jun 9, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O Instituto Butantan afirmou nesta terça-feira (9) que pessoas vacinadas contra a dengue há mais de 21 dias podem ficar tranquilas em relação à proteção oferecida pelo imunizante. A declaração foi feita pelo diretor do instituto, Esper Kallás, após o Ministério da Saúde anunciar a suspensão temporária da vacinação para investigar possíveis eventos adversos graves associados à vacina.

Segundo Kallás, os estudos clínicos demonstraram que, após esse período, a vacina oferece cerca de 65% de proteção contra a infecção por dengue durante cinco anos e aproximadamente 80% de proteção contra formas graves da doença.

A decisão do Ministério da Saúde foi tomada de forma preventiva após o sistema nacional de farmacovigilância identificar 42 ocorrências classificadas como graves entre cerca de 500 mil pessoas vacinadas até o fim de maio. Entre os casos investigados estão dois óbitos e um episódio grave da doença, que seguem sob análise das autoridades sanitárias.

Apesar da suspensão, o Butantan reforça que não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina. O objetivo da medida é permitir uma investigação detalhada para garantir a segurança da população e avaliar possíveis fatores de risco.

O Ministério da Saúde informou que foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, o equivalente a 0,7% das aplicações. Desses registros, apenas 42 casos, ou 0,008% do total, foram classificados como graves.

Especialistas orientam que pessoas imunizadas há menos de 21 dias fiquem atentas a sintomas como febre, dores abdominais intensas, vômitos persistentes, sangramentos, tonturas, sonolência excessiva e sinais de desidratação, procurando atendimento médico em caso de agravamento.

Primeira vacina contra dengue produzida integralmente no Brasil e aplicada em dose única, a vacina do Butantan teve sua utilização iniciada neste ano. A continuidade da campanha dependerá dos resultados das investigações conduzidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Ministério da Saúde e pelo próprio instituto.

Enquanto os estudos prosseguem, as autoridades reforçam que a suspensão é cautelar e não representa uma conclusão sobre a eficácia ou a segurança do imunizante, que continua sendo considerado uma importante ferramenta no combate à dengue no país.

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