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Termômetro do Varejo aponta desaceleração controlada em MS e alerta para desafios em 2026

por | dez 29, 2025 | Últimas notícias

A edição de dezembro do Termômetro do Varejo, divulgada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul, revela que o comércio encerrou 2025 com sinais mistos, combinando estabilidade no varejo tradicional, retomada gradual no varejo ampliado e inflação em desaceleração. O cenário cria maior previsibilidade para o planejamento, mas indica cautela para 2026, influenciado pelos juros elevados e pelo ambiente político.

Segundo a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, o comércio varejista ficou praticamente estagnado no acumulado de 2025, enquanto o varejo ampliado avançou 0,9%, sinalizando uma recuperação gradual. Em outubro, as vendas do varejo cresceram 1,8%, enquanto o ampliado recuou 0,6%, refletindo oscilações de um mercado ainda em ajuste.

A inflação medida pelo IPCA em Campo Grande fechou novembro com alta de 3,42% em 12 meses, abaixo da média nacional, favorecendo um ambiente mais previsível. O setor de serviços apresentou crescimento de 5,6% no ano, acima da média do país, e o agronegócio deve alcançar faturamento de R$ 79,2 bilhões em 2025, alta de 21,5%. Em contrapartida, a indústria acumulou retração de 13,5% até outubro.

No mercado de trabalho, Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 880 vagas formais em outubro, com destaque para o comércio, responsável por 432 novos postos. Em Campo Grande, houve saldo negativo de 76 vagas no mês, mas a capital mantém resultado positivo no acumulado do ano.

O crédito às pessoas físicas alcançou R$ 98,2 bilhões, com crescimento de 7,4%, e às empresas chegou a R$ 39,7 bilhões, avanço de 17,4%, embora a inadimplência siga acima da média nacional, exigindo atenção.

O economista Eugênio Pavão, especialista da edição, avalia que o Brasil deve encerrar 2025 com crescimento do PIB próximo de 2,3%, inflação de 4,3% e desemprego em torno de 5,4%. Para 2026, a projeção é de desaceleração, com PIB em torno de 1,8% e inflação estimada em 4,1%, sob influência da Selic elevada, em torno de 15% ao menos até o segundo semestre, além dos impactos do cenário político e da implementação da reforma tributária.

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