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Tebet nega articulação para governo de SP e diz que conversa com Lula é sobre o Senado

por | jan 30, 2026 | Últimas notícias

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, negou nesta sexta-feira, dia 30, ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma possível candidatura ao governo do estado de São Paulo nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante participação em um evento do Instituto de Ensino e Pesquisa, o Insper, em São Paulo.

Questionada por jornalistas sobre a possibilidade de mudar o domicílio eleitoral para disputar o Palácio dos Bandeirantes, Tebet foi direta ao afirmar que o tema não entrou na pauta com o presidente. Segundo ela, a conversa até o momento se concentrou exclusivamente em cenários ligados ao Senado Federal.

De acordo com a ministra, São Paulo já conta com nomes considerados fortes e competitivos para a disputa estadual. Ela citou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, como lideranças com potencial para levar a eleição a um segundo turno, especialmente em um cenário com mais candidatos.

Natural de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet teria de transferir o domicílio eleitoral para São Paulo caso decidisse disputar um cargo no estado, exigência prevista na legislação eleitoral. A ministra também destacou que o presidente Lula busca um nome de peso para fortalecer o palanque no maior colégio eleitoral do país, mas lembrou que Haddad tem afirmado publicamente que não pretende concorrer a cargos eletivos em 2026.

Sobre o futuro político, Tebet afirmou que deve permanecer no cargo ao menos até o dia 30 de março e que ainda terá, no mínimo, mais um encontro com o presidente para tratar do cenário eleitoral do próximo ano. Segundo ela, a definição deve ocorrer nos próximos dias.

A ministra ressaltou que Lula a considera um quadro relevante para compor o processo eleitoral de 2026, mas evitou antecipar qualquer decisão. Tebet disputou a Presidência da República em 2022 e ficou em terceiro lugar, com 4,16% dos votos. O apoio dela a Lula no segundo turno foi decisivo na eleição, marcada por resultado apertado entre o petista e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O cenário segue em aberto, e a ministra afirmou que qualquer definição será feita de forma dialogada, no momento oportuno, dentro da estratégia política do governo para as eleições de 2026.

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