O homem suspeito de matar um jovem de 29 anos a facadas dentro de um restaurante no centro de Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, se apresentou à Polícia Civil na tarde da última quarta-feira (4), cerca de 11 horas após o crime, ocorrido por volta das 4h da manhã.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito, de 30 anos, chegou à delegacia por volta das 15h17, acompanhado de sua advogada, após negociações para que ele se entregasse voluntariamente. Desde o início da manhã, equipes policiais realizavam diligências para localizá-lo.
Ainda conforme a polícia, por volta das 14h40, a advogada Laís Caroline Cardoso Ferreira Pinto esteve na delegacia e informou que mantinha contato com o cliente, buscando convencê-lo a se apresentar. Minutos depois, o homem compareceu à unidade policial.
Ao chegar à delegacia, o suspeito foi encaminhado à Santa Casa para a realização de exame de corpo de delito, onde recebeu sutura no polegar da mão direita. Após o atendimento médico, ele retornou à delegacia, prestou depoimento e foi recolhido à cela, com todos os direitos legais assegurados.
De acordo com as investigações, vítima e suspeito chegaram juntos ao restaurante durante a madrugada, em um carro branco. Ambos consumiam bebida alcoólica e, logo após entrarem no local, iniciaram uma discussão.
Funcionários relataram que os dois se aproximaram do balcão como se fossem fazer um pedido, mas não chegaram a consumir nada. A discussão se intensificou e imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito atinge a vítima com golpes de faca. Mesmo ferido, o homem ainda tentou caminhar para a área interna do restaurante, mas foi novamente atacado, caiu e morreu no local.
Após o crime, o suspeito fugiu no próprio veículo, deixando para trás um par de chinelos.
A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e aguardou a chegada da perícia criminal. Após os procedimentos técnicos, o corpo da vítima foi encaminhado para os trâmites legais. A Polícia Civil informou ainda que o suspeito chegou a procurar atendimento médico após a briga inicial, mas deixou o hospital antes de concluir o atendimento.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil de Cassilândia.
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