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PT representa Flávio ao TSE sob acusação de propaganda antecipada

por | fev 18, 2026 | Últimas notícias

O PT (Partido dos Trabalhadores) protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), sob acusação de propaganda eleitoral antecipada. A iniciativa foi apresentada pelo líder do partido na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias.

A ação questiona a distribuição de adesivos com a inscrição “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”, acompanhada de imagem do parlamentar ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o PT, o material foi divulgado pelo ex-ministro Gilson Machado, aliado do senador.

Pedido de multa e interrupção da divulgação

Na representação, o partido sustenta que o conteúdo tem como objetivo promover, de forma antecipada, a futura candidatura presidencial de Flávio, associando sua imagem ao pleito de 2026 antes do período permitido pela legislação eleitoral.

O documento afirma que haveria uma “estratégia clássica de antecipação de campanha eleitoral”, com a intenção de construir capital político antes do marco legal. O PT solicita:

  • Interrupção imediata da distribuição dos adesivos;
  • Aplicação de multa a Flávio Bolsonaro e a Gilson Machado;
  • Encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral.

Para o partido, o senador seria o “beneficiário direto” da suposta propaganda irregular.

Defesa de aliados

Procurado, Gilson Machado declarou que produziu o material com recursos próprios e que apenas disponibilizou a arte em suas redes sociais para quem quisesse baixar e utilizar, negando o uso de dinheiro público.

Ele também afirmou que pretende ingressar com representação judicial contra o que classificou como uso de recursos públicos para propaganda eleitoral antecipada em escola de samba, em referência a outro episódio envolvendo adversários políticos.

Até a publicação da reportagem, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.

O caso deve ser analisado pelo TSE, responsável por fiscalizar o cumprimento das regras eleitorais e coibir práticas vedadas antes do início oficial da campanha.

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