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Polícia Civil pede quebra de sigilo de celulares de réus por estupro coletivo em Copacabana

por | mar 4, 2026 | Últimas notícias

A Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou à Justiça acesso aos dados dos celulares dos réus acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso tramita sob segredo de Justiça.

De acordo com o delegado Ângelo Lage, responsável pela investigação, nenhum dos acusados apresentou o aparelho celular no momento da prisão. A corporação informou que vai pedir a quebra de sigilo telefônico para tentar recuperar informações que possam contribuir com a apuração.

A tentativa de apreensão dos dispositivos ocorreu no último sábado (28), durante operação para prender os suspeitos, que até então eram considerados foragidos. Apesar de a polícia ter ido aos endereços vinculados aos investigados, os celulares não foram localizados. A decisão judicial sobre os pedidos de busca e apreensão ainda não havia sido concedida até a última atualização do caso.

Segundo o delegado, um impasse no plantão do Judiciário pode ter atrasado a expedição de mandados. Inicialmente, o caso teria sido considerado sem urgência. Posteriormente, houve mudança de competência entre varas, o que, na avaliação da autoridade policial, pode ter comprometido o chamado “efeito surpresa” nas diligências.

Réus presos

Os réus Vitor Hugo Simonin, 18, e Bruno Felipe Alegretti, 18, se entregaram à polícia nesta quarta-feira (4). Eles eram os últimos apontados como foragidos. Um se apresentou na 12ª DP, em Copacabana, e o outro em Belford Roxo.

No dia anterior, Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, também já haviam se apresentado. Todos os quatro responderão pelo crime de estupro. Dois deles foram encaminhados à cadeia pública de Benfica e devem permanecer presos à disposição da Justiça. Um adolescente de 17 anos também é investigado e responderá por ato infracional análogo ao crime.

A defesa de João Gabriel nega a acusação e afirma confiar na apuração isenta dos fatos. O advogado de Vitor Hugo declarou que seu cliente confirma presença no apartamento, mas nega participação no crime.

Relato da vítima

A adolescente procurou a polícia acompanhada da mãe e relatou que o crime ocorreu em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana. Segundo o depoimento, ela foi convidada por um adolescente com quem já mantinha contato e, durante o encontro, outros quatro homens teriam entrado no quarto e participado das agressões, mesmo após negativa da jovem.

Ela afirmou que tentou sair da situação, mas foi impedida e agredida com puxões de cabelo e golpes na região abdominal. Após o episódio, deixou o local com ferimentos e sangramento.

As investigações seguem em andamento, com foco na coleta de provas digitais e no esclarecimento completo dos fatos.

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