O projeto de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, previsto pelo Governo Federal, promete transformar a logística de Mato Grosso do Sul ao ampliar a capacidade de transporte de cargas de 8,5 milhões para até 30 milhões de toneladas por ano até 2030. Com investimento inicial estimado em R$ 63,8 milhões, a proposta prevê melhorias em cerca de 600 quilômetros do trecho entre Corumbá e Porto Murtinho, além do Canal do Tamengo.
Defendido pelo setor produtivo e pelo governo estadual como alternativa mais econômica e sustentável para o escoamento de minério e grãos, o projeto inclui obras de dragagem, derrocagem e sinalização para garantir navegação durante todo o ano.
Por outro lado, ambientalistas, pesquisadores e comunidades ribeirinhas alertam para possíveis impactos na dinâmica natural do Pantanal. Segundo especialistas, intervenções em pontos críticos do rio podem alterar o ciclo de cheias e vazantes, afetando áreas alagáveis, a biodiversidade e populações que dependem diretamente do ecossistema pantaneiro.
Durante audiência pública realizada em Corumbá, representantes da sociedade civil também cobraram mais transparência, participação de cientistas nas decisões e estudos aprofundados sobre os efeitos das obras em um cenário de mudanças climáticas.
O projeto ainda depende de licenciamento ambiental, análises técnicas e acordos internacionais antes da publicação do edital, prevista entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.
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