Uma organização criminosa suspeita de transformar Campo Grande em um dos principais centros de distribuição de cigarros contrabandeados do país foi alvo da Operação Rota Clandestina, deflagrada nesta terça-feira (16) pela Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal.
A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, além de cinco mandados de prisão preventiva e cinco medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados.
De acordo com as investigações, o grupo comprava cigarros no Paraguai e utilizava rotas ilegais para introduzir a mercadoria no Brasil. Os produtos eram armazenados em depósitos clandestinos e empresas localizadas em Campo Grande antes de serem distribuídos para diversos estados.
As autoridades identificaram mais de 1 milhão de maços de cigarros apreendidos em operações ligadas ao esquema. A organização também mantinha ramificações em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
As apurações revelaram ainda movimentação financeira superior a R$ 76 milhões, com suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, uso de laranjas e transferências bancárias fracionadas. Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.





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