Uma operação da Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de 745 quilos de pasta base de cocaína e na prisão de dois homens, nesta sexta-feira (20), em Campo Grande. A droga estava escondida em compartimentos secretos de um ônibus de viagens que saiu da região de fronteira entre Corumbá e a Bolívia.
De acordo com o boletim de ocorrência, o veículo foi abordado pelos agentes durante fiscalização. No interior do ônibus estavam cerca de 30 passageiros bolivianos que não possuíam a documentação exigida para entrada regular no Brasil.
Informações contraditórias levantaram suspeitas
Segundo a Polícia Federal, o motorista e os passageiros apresentaram versões contraditórias sobre a viagem, o que motivou uma vistoria minuciosa no veículo. Durante a inspeção no bagageiro, os policiais localizaram um compartimento oculto onde havia grande quantidade de entorpecente.
Na sequência, outro esconderijo foi encontrado na parte traseira do ônibus, ampliando o volume da apreensão. Ao todo, foram contabilizados 745 quilos de pasta base de cocaína, um dos maiores volumes já interceptados na região neste ano.
Prisões e procedimentos legais
Dois brasileiros apontados como responsáveis pelo transporte da droga foram presos em flagrante. Eles irão responder por tráfico internacional de drogas e permanecem à disposição da Justiça.
Já os passageiros bolivianos que estavam em situação migratória irregular serão submetidos aos procedimentos legais para deixar o país, conforme determina a legislação vigente.
Fronteira estratégica para o tráfico
A região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia é considerada uma das principais portas de entrada de drogas no Brasil, especialmente cocaína e pasta base, devido à proximidade com países produtores. A apreensão reforça o papel estratégico da atuação da Polícia Federal no combate ao tráfico internacional e às organizações criminosas que utilizam rotas terrestres para escoar entorpecentes ao mercado interno e a outros estados.
A investigação seguirá para identificar possíveis envolvidos na logística do transporte e a eventual ligação dos presos com redes maiores de tráfico.
Foto: Polícia Federal






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