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Ouro e prata despencam após recordes e indicação de Trump ao Fed

por | jan 30, 2026 | Últimas notícias

Depois de acumularem sucessivos recordes históricos nas últimas semanas, o ouro e a prata registraram forte queda nesta sexta-feira (30), em meio à recuperação do dólar e ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do indicado para comandar o Federal Reserve. O escolhido foi o ex-diretor do banco central norte-americano Kevin Warsh, o que mexeu com os mercados globais.

Por volta das 12h25, no horário de Brasília, os contratos futuros do ouro para abril recuavam 5,37%, negociados a US$ 5.067,14 por onça-troy, segundo dados da Bolsa de Valores de Nova York. No mesmo horário, a prata apresentava perdas ainda mais intensas, com queda de 13,94%, cotada a US$ 98,47 nos contratos para março.

Na véspera, o ouro havia renovado sua máxima histórica ao ultrapassar a marca de US$ 5,5 mil por onça-troy. Em 2025, o metal precioso acumulou valorização de 64%, o maior ganho anual desde 1979, impulsionado pela busca de investidores por proteção diante das incertezas econômicas e geopolíticas.

Analistas explicam que a forte alta recente do ouro e da prata foi sustentada pela procura por ativos considerados seguros, em um cenário de tensões internacionais, ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra a União Europeia, guerra prolongada entre Rússia e Ucrânia e instabilidade política no Irã. Além disso, o movimento de afastamento de moedas tradicionais levou investidores a diversificar em metais preciosos, criptomoedas e outros ativos de proteção.

A queda expressiva desta sexta-feira, no entanto, foi atribuída principalmente à valorização do dólar após a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed. A moeda americana mais forte reduz o apetite por metais, que passam a ficar mais caros para investidores de outros países. Especialistas também apontam que o mercado passou por uma correção natural, considerada tardia após semanas de ganhos acelerados.

Com isso, ouro e prata interrompem a sequência de recordes e entram em um momento de ajuste, enquanto investidores reavaliam o cenário monetário dos Estados Unidos e os próximos passos da política econômica sob a possível nova liderança do Federal Reserve.

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