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Operação prende policiais civis suspeitos de integrar esquema de contrabando em MS

por | mar 18, 2026 | Últimas notícias

Dois policiais civis foram presos na manhã desta quarta-feira (18) durante a Operação Iscariotes, que investiga um esquema de contrabando, lavagem de dinheiro e corrupção em Mato Grosso do Sul.

A ação, coordenada pela Polícia Federal, teve como alvos Edivaldo Quevedo da Fonseca e Célio Rodrigues Monteiro, que atuavam em delegacias de Campo Grande e Sidrolândia.

Além das prisões, a operação resultou no fechamento do camelódromo da capital e na apreensão de diversos produtos contrabandeados do Paraguai, incluindo eletrônicos e medicamentos irregulares.

Esquema envolvia uso da função pública

Segundo as investigações, a organização criminosa atuava na entrada ilegal de mercadorias no Brasil, sem fiscalização, e na distribuição dos produtos para outros estados, principalmente Minas Gerais.

Os policiais presos são suspeitos de repassar informações sigilosas e até participar do transporte das cargas, utilizando a estrutura do cargo público para facilitar o esquema.

As apurações também identificaram o uso de veículos com compartimentos ocultos e estratégias para ocultar o dinheiro obtido com as atividades ilegais.

Histórico dos investigados

Um dos presos, conhecido como “Manga Rosa”, já havia sido investigado em operações anteriores, incluindo apurações sobre milícias e tráfico de drogas. O outro agente também tinha passagem por crime semelhante, após ser flagrado com mercadorias ilegais em 2024.

Mandados, bloqueios e afastamentos

Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, quatro prisões preventivas e medidas cautelares, como monitoramento eletrônico.

A Justiça também determinou o afastamento de servidores públicos, suspensão do porte de armas e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 40 milhões.

Posicionamento oficial

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) informou que acompanha o caso e abriu procedimentos administrativos contra os envolvidos.

Em nota, a pasta afirmou que não tolera desvios de conduta e que as responsabilidades serão apuradas com rigor.

Foto: Giovanna Dauzacker/TV Morena

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