A obesidade pode aumentar a presença de biomarcadores associados ao Alzheimer com o passar do tempo, indica um estudo apresentado no congresso anual da Sociedade Radiológica da América do Norte. A pesquisa reforça a hipótese de que o excesso de peso representa um fator de risco para o desenvolvimento da demência e sugere que o controle da obesidade pode ajudar a reduzir essa ameaça.
O estudo acompanhou 407 pacientes com idade média de 72 anos por cinco anos. A obesidade foi medida pelo índice de massa corporal e os sinais de Alzheimer foram avaliados por tomografia cerebral, que detecta o acúmulo de amiloide no cérebro, e por exames de sangue. No início, não houve diferença relevante entre os grupos, mas ao final do acompanhamento pessoas que já eram obesas apresentaram aumento muito maior na concentração de amiloides, em alguns casos até 95% superior ao dos participantes sem excesso de peso.
Especialistas afirmam que o resultado fortalece a relação entre obesidade na meia-idade e maior risco de demência na velhice. Para os pesquisadores, o avanço de tratamentos contra obesidade abre a possibilidade de que medicamentos de controle de peso também ajudem a diminuir o risco de Alzheimer. Ainda assim, os cientistas destacam a necessidade de novos estudos que considerem outros fatores, como diabetes e hipertensão, para compreender melhor essa associação.







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