..::data e hora::.. 00:00:00

O Obnubilantismo da Cor !

por | nov 15, 2025 | Últimas notícias

Nos ditames da conquista de espaço laborativo, inclusive no se fazer a
integração e a inclusão; a violência se opõe à diplomacia e com isso, o indivíduo que
consegue controlar seus impulsos são cidadãos denominados pacificadores. Entretanto
para se chegar a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, houve muita
luta. Aliás para se chegar a lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabeleceu que, a
partir daquele ano, o dia 20 de novembro, passasse a ser uma data para celebrar o
sobredito dia; foi uma luta para se lembrar da luta. Uma vez que foi (considerado) neste
dia, no ano de 1695, que Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, depois de buscar a
defesa da cultura e da liberdade, morreu em combate, como um verdadeiro lider.
Não há dúvida de que a criação desta data foi muito importante, pois,
além de servir como um momento de conscientização sobre a importância da cultura e
do povo africano na formação da cultura nacional serve para a reflexão sobre a
colaboração dos africanos, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais,
gastronômicos e religiosos de nosso país. É certo que o grande debate atual é sobre as
alternativas de um desenvolvimento sustentável e a superação dos conflitos étnicos e as
desigualdades alinhavadas pela resistência de valores dos povos e fundamentadas no
clamor pela equidade.

Justifica-se ser um momento perfeito de buscar a pauta pela discussão de
políticas educacionais voltadas à qualificação e preparação dos indivíduos para a vida
em sociedade, não somente de indígenas, caboclos, pardos, negros, mulatos, mamelucos
e cafuzos, mas  discutir o papel da sociedade perante a formação dos adolescentes, neste
ambiente, com vistas ao nosso próprio futuro. Estigmatizados descobrem nas drogas e,
posteriormente, na violência uma suposta solução para seus conflitos, rancores e
penares, multiplicando os seus ais. E as mulheres com sua dupla jornada, nesse pós-
pandemia não consegue a devida realocação no mercado de trabalho.

José do Patrocínio, Machado de Assis, João Cândido, Zumbi, Eva Maria
de Jesus (Tia Eva); mostraram  que, a cor não é fator obnubilador para a convivência
igualitária entre os homens. No Mato Grosso do Sul também grandes nomes atuais,
como Oriovaldo Soares, que junto com “Batente” são pioneiros do Cordão Cravo
Vermelho; no mesmo diapasão; Joaquim Andre Soares Filho, Professor Lusival Santos,
chefe de Gabinete do Engenheiro e Deputado Roberto Hashioka Soler, ,Alessandra
Almeida Silva, outrossim, o trovador e ativista cultural, intrépido incentivador do
“Passa na Praça que a arte te abraça”, Benedito C. G. Lima. Da mesma forma, Lázaro
Bonifácio, o primeiro negro a se candidatar a governador no MS, Amarildo Cruz
idealizador da medalha Zumbi dos Palmares, levada adiante pela Deputada Gleice Jane,
além do saudoso Cabo Almi, que deixou Carolina de Oliveira, Flávio, Fabrícia e
Monique para nos lembrar de sua essência. Além de João Francisco dos Santos Neto, ex
vice–prefeito de Nioaque; e Chiquinho Teles que de empacotador de supermercado
chegou a Secretário Municipal de articulação social e assuntos comunitários, apenas
para citar alguns dos exemplos de “não” esmorecimento, no que tange a luta por um
respaldo na luta em prol das questões sociais de cidadania e de ação da justiça em prol
do menos favorecido, ante a busca atroz do lucro dos bancos contra o simples cidadão.
Indubitavelmente, a união, a paz e respeito mútuo são o que devem prevalecer,
Independente da classe social e da origem racial, A miscigenação é a marca do nosso
povo. No Brasil o preconceito racial também aponta para o preconceito de classes, por
isto não podemos deixar este dia se tornar agenda de eventos; e sim, mais um dia de

reflexão, pois a democracia e a paz social, também dependem de um entendimento
maior da forma que vivemos as nossas relações cotidianas.

*Articulista Rosildo Barcellos

0 comentários