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No Conselho de Ética, Pollon denuncia perseguição por discurso em defesa dos presos políticos de 8 de janeiro

por | fev 25, 2026 | Últimas notícias

Em oitiva realizada nesta terça-feira (25) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou defesa firme de sua atuação parlamentar e denunciou o que considera perseguição política, seletividade e desproporcionalidade na condução do processo disciplinar instaurado contra ele. Marcos Pollon é alvo de representação por discurso realizado em Campo Grande em ato em defesa da anistia aos presos políticos de 8 de janeiro.

Durante sua manifestação, Pollon destacou que sua conduta está totalmente amparada pelo direito à livre manifestação do pensamento, inerente ao exercício do mandato parlamentar. “Meu único ‘crime’ foi falar, falar em defesa de pessoas que eu conheço, que acompanho há anos, falar contra injustiças, falar pela liberdade e pela anistia de pessoas que sofreram perseguição política e daqueles que perderam a vida injustamente na cadeia. Se isso virar motivo para processo disciplinar, algo está muito errado”, declarou.

O deputado contextualizou o discurso proferido em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, explicando que as palavras usadas não foram ofensas pessoais, mas formas legítimas de expressão diante de um momento de intensa revolta popular. “Eu nem tinha intenção de subir no caminhão naquele dia. Mas a população estava indignada e exigindo manifestação, e eu precisei falar. As palavras que usei foram reações à injustiça que presenciei, não ataques pessoais”, afirmou.

O parlamentar ainda citou casos de colegas que sofreram constrangimentos muito maiores, sem que medidas disciplinares fossem aplicadas, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). “Se situações mais graves não resultam em punição, por que nós, que defendemos o presidente Bolsonaro e a liberdade, somos perseguidos?” questionou, evidenciando tratamento desigual dentro da Casa.

Pollon também denunciou a atuação do PSDB no MS, que tentou interferir na organização do PL local, ameaçando o projeto ideológico que ele construíra para fortalecer candidatos de direita, limpos na ficha e com autonomia total nos municípios. “O PSDB tentou tomar o PL para seu próprio interesse. Mas não se trata de cor partidária, trata-se de liberdade, princípios e honestidade. Eu ofereci a presidência do partido a terceiros, mas mesmo assim espalham mentiras sobre mim”, afirmou.

Durante a oitiva, Pollon reiterou que nunca comprometeu o funcionamento institucional da Câmara e que sempre manteve postura adequada nas dependências da Casa. “Todos os dias engulo a revolta e mantenho comportamento adequado aqui dentro, mas querer impedir que um ser humano se manifeste fora daqui é desumano. Não nego minha moral, meus valores ou a liberdade de pessoas injustiçadas, incluindo aqueles que aguardam anistia política e os que perderam a vida na cadeia de forma injusta”, disse.

O deputado também comentou sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que atos como esse demonstram a gravidade das injustiças e a urgência de defender a democracia. “Calar a voz da sociedade é assassinato da democracia. A prisão do presidente Bolsonaro, sem processo direto contra ele, é absurda, inconstitucional e desumana. E não podemos nos calar diante da luta pela anistia dos presos do 8 de janeiro e daqueles que morreram injustamente na cadeia”, afirmou.

Por fim, Marcos Pollon reforçou que seguirá exercendo seu mandato com firmeza, coerência e compromisso com os princípios que defende, defendendo a liberdade de expressão, justiça, democracia e a luta pela anistia daqueles injustiçados.

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