Uma mulher trans de 29 anos viveu momentos de extrema violência em Ponta Porã, após ser agredida, torturada e marcada com uma suástica na pele durante um ataque ocorrido no último sábado (14). “Eu vi a morte de perto”, relatou a vítima, que agora enfrenta traumas físicos e psicológicos.
Segundo a polícia, o crime foi cometido pelo namorado da vítima e por um casal para quem ela trabalhava. Os três foram presos em flagrante, confessaram as agressões e tiveram a prisão convertida em preventiva. O caso é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher.
De acordo com o relato, a vítima foi atraída até a casa dos patrões sob o pretexto de receber pagamento. No local, acabou rendida e passou a ser brutalmente agredida com socos, chutes e objetos, além de ameaças de morte. Durante as agressões, os suspeitos utilizaram uma faca quente para marcar o corpo dela com um símbolo nazista.
“Eles me bateram de todas as formas. Eu achei que ia morrer ali”, contou. Em meio ao desespero, a vítima conseguiu fugir, mas ainda foi atingida por novos golpes antes de conseguir pedir ajuda.
Ela foi socorrida e levada ao hospital, onde recebeu atendimento médico. Com lesões na cabeça, no olho e no braço, deve passar por pelo menos três cirurgias. Uma delas será para tentar remover a marca deixada na pele. “Vou ter que trocar a minha pele”, disse.
Além das sequelas físicas, a vítima relata medo constante, dificuldade para dormir e crises de ansiedade. Ela também deve passar por acompanhamento psicológico.
A motivação do crime ainda é investigada. Segundo o depoimento, os agressores não apresentaram justificativa, reagindo com risadas diante dos questionamentos da vítima.
O caso gerou indignação e reforça o alerta para a violência extrema e crimes de ódio, especialmente contra pessoas trans, evidenciando a necessidade de medidas mais rigorosas de proteção e combate à violência.
Foto: TV Morena









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