Uma mulher de 62 anos foi resgatada em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, após ser submetida a condições análogas à escravidão por quase cinco décadas por uma mesma família.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ela trabalhava desde os 12 anos de idade, sem folgas, férias ou descanso regular. A vítima também foi retirada da escola ainda na infância e permaneceu analfabeta.
As investigações apontam que, ao longo dos anos, a trabalhadora chegou a ter registro em carteira e receber pagamentos formais, mas não tinha autonomia sobre o próprio dinheiro. Mesmo após a aposentadoria, em 2015, ela continuou prestando serviços sem remuneração.
A fiscalização identificou ainda isolamento social e forte controle por parte dos empregadores, com restrições a contatos familiares e vigilância durante eventuais visitas. Nos últimos anos, ela passou a cuidar integralmente da empregadora idosa e acamada, sob coerção psicológica e medo de abandono.
O resgate foi realizado após ação conjunta de auditores-fiscais do trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT). A Inspeção do Trabalho determinou o afastamento imediato da vítima e calculou uma rescisão trabalhista que pode chegar a cerca de R$ 1,7 milhão, incluindo indenizações e verbas devidas.








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