A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro feita por uma mulher de 32 anos contra o próprio pai, de 49, registrada na madrugada deste domingo (8), em Campo Grande. O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e segue sob apuração devido a versões divergentes apresentadas pela vítima e pelo suspeito.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher acionou a Polícia Militar afirmando ter sido estuprada dentro da residência onde estavam outras pessoas. Questionada pelos policiais sobre a possibilidade de ter pedido ajuda no momento do suposto crime, ela afirmou que a relação teria sido consentida. Ainda assim, relatou que a situação não seria inédita e disse querer colocar fim ao que classificou como um histórico de abusos.
No imóvel também estava o irmão da denunciante, que informou não ter presenciado nem ouvido qualquer situação que indicasse o crime. A mulher contou aos policiais que havia consumido drogas e bebida alcoólica antes do ocorrido e se colocou à disposição para realizar exame de corpo de delito, com o objetivo de comprovar que houve relação sexual.
O pai negou as acusações e também aceitou realizar exame pericial. Em depoimento, afirmou que jamais teria cometido abuso contra a própria filha e alegou que ela possui problemas psiquiátricos, com episódios frequentes de surtos. Segundo ele, a mulher se recusa a seguir tratamento médico, o que resultaria em relatos fantasiosos e acusações infundadas.
Ainda conforme a versão apresentada pelo suspeito, os conflitos familiares se intensificaram após a filha ter perdido o ex-marido em um episódio de violência doméstica, no qual ela teria agido em legítima defesa.
Diante das informações colhidas no local, o homem foi conduzido à Deam, onde o caso foi oficialmente registrado como estupro. A mulher manifestou interesse em solicitar medidas protetivas de urgência, incluindo o afastamento do pai do convívio familiar.
A Polícia Civil informou que seguirá com a investigação, ouvindo testemunhas e aguardando os resultados dos exames periciais, para esclarecer os fatos e definir as responsabilidades. O caso tramita sob sigilo, em razão da natureza da denúncia.







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