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Mulher de 37 anos fingiu ser criança, enganou família por 14 meses e repetiu golpe aplicado em vários estados

por | jun 5, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Uma mulher de 37 anos presa em Joinville, Santa Catarina, após fingir ser uma menina de 12 anos para ser acolhida por uma família, já havia aplicado o mesmo golpe anos antes em outros estados brasileiros. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que identificou a suspeita como a mesma mulher presa em 2023 por crimes semelhantes.

Segundo as investigações, a golpista criou uma identidade falsa, adotou o nome de “Gabriele” e convenceu membros de uma igreja de que era uma adolescente vítima de maus-tratos e abandono familiar. Sensibilizada, uma família decidiu acolhê-la, iniciando uma convivência que durou cerca de 14 meses.

Durante todo o período, a mulher sustentou uma rotina infantilizada para convencer as vítimas. Conforme a polícia, ela afinava a voz, simulava crises emocionais, dormia usando chupeta, mamadeira e até fraldas de pano. A família chegou a decorar um quarto com brinquedos, organizar festa de aniversário infantil e oferecer acompanhamento médico e psicológico.

Para justificar a aparência adulta, a suspeita dizia ser autista e alegava que teria sido submetida, ainda criança, a tratamentos hormonais forçados durante supostos abusos sofridos no passado.

A investigação revelou ainda que essa não era a primeira vez que a mulher utilizava o mesmo roteiro. Em 2023, ela foi presa em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, após aplicar golpe semelhante na Baixada Fluminense. Na ocasião, afirmava ter fugido do Nordeste para escapar de uma rede de prostituição, abusos familiares e supostos rituais de feitiçaria.

O modo de agir era praticamente idêntico: histórias traumáticas, supostos transtornos psicológicos, desenhos retratando abusos e até exames de raio-X que, segundo ela, mostrariam agulhas espalhadas pelo corpo. As vítimas chegaram a pagar aluguel, roupas, alimentação e sessões de terapia.

O caso em Santa Catarina começou a desmoronar quando familiares dos adotantes passaram a desconfiar do comportamento e da aparência da suposta adolescente. Após denúncia, as autoridades descobriram a verdadeira identidade da mulher.

De acordo com a polícia, a suspeita possui registros semelhantes em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. Agora, ela deverá responder novamente por crimes como falsa identidade e estelionato.

A prisão chamou atenção nacional pela complexidade da fraude e pela capacidade da suspeita em manter a encenação por mais de um ano, explorando emocionalmente pessoas dispostas a ajudar.

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