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Mãe fala um mês após morte dos filhos em Itumbiara e diz que ainda não consegue aceitar a tragédia

por | mar 13, 2026 | Últimas notícias

Um mês após a morte dos irmãos Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8, a mãe das crianças, Sara Araújo, afirmou que ainda enfrenta dificuldades para compreender a tragédia que abalou a família em Itumbiara, no sul de Goiás.

Em entrevista à TV Anhanguera, Sara contou que a ausência dos filhos continua sendo impossível de aceitar. Segundo ela, rever fotos e vídeos dos meninos se tornou um processo doloroso desde o crime ocorrido em 11 de fevereiro.

De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás, o então secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, matou os dois filhos a tiros enquanto eles dormiam e depois tirou a própria vida.

Miguel chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte. Já Benício permaneceu internado em estado gravíssimo e morreu dois dias depois, em 13 de fevereiro.

O inquérito policial foi concluído no fim de fevereiro e classificou o caso como duplo homicídio seguido de suicídio. A perícia não encontrou indícios de participação de outras pessoas e recomendou o arquivamento do processo, já que o autor do crime está morto.

Segundo o relatório da investigação, antes dos disparos o homem enviou à mãe das crianças uma foto dos filhos dormindo acompanhada de ameaças. A imagem mostraria os meninos na mesma posição em que foram encontrados pelas equipes de socorro.

Durante a entrevista, Sara agradeceu o apoio recebido após a tragédia. Ela relatou ter recebido um buquê de rosas brancas enviado por um grupo de mais de 300 mulheres de diferentes regiões do país.

As flores foram entregues na casa do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, pai de Sara e sogro de Thales. O prefeito foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local do crime e encontrou o genro morto e os netos feridos.

Os velórios das crianças ocorreram na casa do avô. No enterro de Miguel, realizado em 12 de fevereiro, Sara deixou o cemitério antes do fim da cerimônia após relatos de ameaças. Segundo testemunhas, ela precisou de escolta para participar da despedida e foi amparada por familiares e amigos durante o sepultamento.

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