O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não pretende fazer mudanças no sistema de pagamentos Pix, mesmo após críticas feitas pelos Estados Unidos em relatório oficial. A declaração foi dada durante agenda em Salvador, na Bahia.
O posicionamento ocorre após o relatório anual do USTR apontar o Pix como uma possível barreira comercial aos interesses norte-americanos. Segundo o documento, o sistema brasileiro poderia distorcer o comércio internacional e prejudicar empresas dos EUA.
Em resposta, Lula afirmou que o Pix é uma ferramenta nacional e que não sofrerá alterações por pressão externa. Ele destacou a importância do sistema para a população brasileira e disse que eventuais mudanças serão feitas apenas para melhorar o serviço. Segundo o presidente, o objetivo é ampliar o atendimento às necessidades da população.
Ainda durante o discurso, o ministro da Secretaria de Comunicação Social Sidônio Palmeira se aproximou e sugeriu que Lula comentasse o tema, reforçando a relevância do assunto no cenário político e econômico.
O relatório dos Estados Unidos também cita outros pontos considerados entraves ao comércio, como a chamada taxa das blusinhas e propostas de regulação das redes sociais no Brasil. Em relação ao Pix, o documento menciona que o Banco Central do Brasil é responsável por criar, operar e regular o sistema, o que, segundo os norte-americanos, poderia favorecer a plataforma pública em relação a empresas estrangeiras.
O texto faz parte da chamada Seção 301, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para investigar práticas comerciais consideradas desleais e que podem resultar em sanções, como a aplicação de tarifas adicionais.
Durante o mesmo evento, Lula também adotou tom político ao afirmar que a oposição terá dificuldades para derrotá-lo nas eleições presidenciais de outubro, indicando confiança em sua base e em sua gestão.









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