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Lula destaca papel do Pantanal e anuncia medidas ambientais na abertura da COP15 em MS

por | mar 23, 2026 | Últimas notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste último domingo (22), da abertura da COP15, conferência internacional sobre espécies migratórias, realizada em Campo Grande. O evento reúne autoridades e especialistas para discutir a preservação da biodiversidade e fortalecer acordos ambientais globais.

Durante o Segmento de Alto Nível, Lula assinou um decreto que amplia o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica do Taiamã, além de criar a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas.

Em seu discurso, o presidente ressaltou a importância do Pantanal para a biodiversidade global e destacou o caráter internacional da proteção às espécies migratórias.

“Essa região simboliza a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países. A mensagem é simples: migrar é natural”, afirmou.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também participou da abertura e destacou a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Segundo ela, desafios como mudanças climáticas, perda de habitat, poluição e espécies invasoras ameaçam a sobrevivência de diversas espécies.

Medidas e protagonismo do Brasil

Lula afirmou que a escolha de Mato Grosso do Sul para sediar o evento foi estratégica, por ser porta de entrada do Pantanal — a maior planície alagável tropical do mundo e rota de diversas espécies migratórias.

As medidas anunciadas, segundo o governo, representam avanços no cumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área ambiental e reforçam o papel do país na liderança global sobre o tema.

O presidente também fez referência ao cenário internacional, defendendo maior cooperação entre os países.

“Precisamos de um multilateralismo forte. Que esta COP15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade”, declarou.

Sobre a COP15

A conferência, que começa oficialmente nesta segunda-feira (23), reúne governos, cientistas, organismos internacionais e representantes da sociedade civil para definir estratégias de proteção às espécies migratórias e seus habitats.

A programação inclui debates sobre temas como zonas úmidas, infraestrutura e conservação ambiental, preparando o terreno para decisões que devem impactar políticas ambientais nos próximos anos.

 Foto: Rogério Cassimiro/MMA

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