O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu sancionar o chamado PL Antifacção com poucos vetos, incluindo um dos pontos mais controversos da proposta: a proibição do voto para presos sem condenação definitiva.
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (23), após reunião com ministros e auxiliares do governo. O projeto havia sido aprovado pelo Congresso em fevereiro e aguardava sanção presidencial dentro do prazo legal, que se encerra nesta terça-feira (24).
Trecho polêmico mantido
Mesmo sendo alvo de críticas de juristas, que apontam possível inconstitucionalidade, o governo optou por não vetar o dispositivo que restringe o direito ao voto de presos provisórios.
A avaliação interna foi de que um veto poderia gerar desgaste político desnecessário, já que o tema deve voltar a ser discutido no Congresso por meio da chamada PEC da Segurança.
Estratégia política
A ala política do governo vê a sanção como uma oportunidade de reforçar o discurso sobre segurança pública, tema que tem ganhado relevância entre eleitores, segundo levantamentos internos.
A expectativa é de que o Planalto organize um evento para marcar a sanção da proposta, buscando dar visibilidade à medida.
Reunião com ministros
Participaram da reunião que definiu a decisão nomes do primeiro escalão, incluindo:
- Rui Costa (Casa Civil);
- Jorge Messias (AGU);
- Gleisi Hoffmann;
Além de outros integrantes do governo envolvidos na articulação jurídica e política do projeto.
Com a sanção, o texto passa a valer após publicação oficial, embora pontos específicos ainda possam ser questionados no Supremo Tribunal Federal.









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