O presidente Lula intensificou a pressão sobre aliados para acelerar a organização da pré-campanha eleitoral, diante do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.
Durante reunião realizada no Palácio da Alvorada, na última segunda-feira (23), Lula demonstrou preocupação com o cenário político e cobrou mais agilidade e estratégia por parte da base governista. Segundo relatos, o presidente também expressou insatisfação com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral.
Nos dias seguintes, a cúpula do PT reforçou a orientação para que parlamentares intensifiquem o embate com a oposição, especialmente explorando o chamado caso Banco Master. A estratégia inclui ampliar a repercussão de falas de Lula e associar o episódio ao campo bolsonarista.
O presidente tem se reunido com frequência com o núcleo de sua pré-campanha, que inclui nomes como Edinho Silva, responsável pela coordenação-geral, além de Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr., que atuam na formulação do programa e na tesouraria, respectivamente.
Aliados avaliam que o grupo adversário está mais avançado na estruturação política. Integrantes do partido destacaram que o PL já conta com equipe jurídica robusta e comunicação organizada, além de estratégias de arrecadação em andamento.
Outra orientação repassada aos deputados é reforçar o discurso do governo em temas sensíveis, como o preço dos combustíveis. A narrativa sugerida inclui relacionar os aumentos ao cenário internacional e à política externa dos Donald Trump, aliado de setores bolsonaristas.
Também foi recomendada a cobrança a governadores alinhados à oposição para que reduzam o ICMS sobre combustíveis, como forma de aliviar os preços ao consumidor.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro foi escolhido para representar o campo bolsonarista na disputa presidencial e, desde então, vem ganhando espaço nas pesquisas, chegando a aparecer empatado com Lula em alguns levantamentos.
Apesar da movimentação, a legislação eleitoral limita ações mais diretas neste momento. A campanha oficial só começa em agosto, quando os candidatos poderão, de fato, pedir votos.
Nos bastidores, parlamentares também cobram que o governo avance em medidas concretas, especialmente voltadas à economia popular, como forma de fortalecer a imagem da gestão e ampliar o apoio junto ao eleitorado.




0 comentários