Uma fotografia até então inédita passou a integrar o conjunto de provas da Polícia Civil na apuração do Caso Orelha, que investiga os maus-tratos e a morte do cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis. O registro contribuiu para a identificação de adolescentes envolvidos e para o reforço da linha do tempo dos fatos analisados pelas autoridades.

A imagem foi feita no dia 11 de janeiro, a partir da guarita do Condomínio Água Marinha, pela esposa do porteiro do local. Segundo o relato, a foto teve como objetivo identificar um grupo de adolescentes que estaria causando tumulto e ofendendo profissionais nas proximidades do condomínio.
Inicialmente, o registro foi compartilhado em um grupo restrito, mas acabou sendo apagado após o porteiro ser advertido de que não poderia divulgar imagens de menores de idade. Mesmo assim, o material já havia sido preservado e posteriormente encaminhado à polícia, passando a fazer parte do inquérito.
De acordo com a apuração jornalística, a foto mostra dois adolescentes, identificados pelas iniciais I., vestido de azul, e M., usando roupa branca. Ambos já haviam sido mencionados em etapas anteriores da investigação, que apura tanto o Caso Orelha quanto, em procedimento separado, episódios relacionados ao cão Caramelo.
Para a Polícia Civil, o registro é considerado relevante por confirmar a presença dos adolescentes no local e por complementar outras provas já reunidas, como imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e análises técnicas.

O Caso Orelha ganhou repercussão nacional após a morte do cão, vítima de agressões. As investigações avançaram com a identificação do adolescente apontado como autor da violência fatal e com o indiciamento de adultos suspeitos de coação do curso do processo. A inclusão da foto inédita reforça a apuração e contribui para o esclarecimento da dinâmica dos fatos.









0 comentários