Um tribunal da França condenou o ex-gerente bancário Guillaume Bucci a 25 anos de prisão por estupro agravado, tortura e violência contra a ex-companheira, em um caso que ganhou repercussão internacional após a vítima afirmar que encontrou coragem para denunciar os abusos inspirada em Gisèle Pelicot.
A vítima, identificada como Laeticia R., de 42 anos, afirmou ter sido submetida a anos de violência física, psicológica e sexual entre 2015 e 2022. Segundo o relato apresentado à Justiça, o relacionamento começou com práticas que ela acreditava serem consensuais, mas evoluiu para agressões extremas, exploração sexual e prostituição forçada.
Durante o julgamento, Bucci alegou que os atos faziam parte de uma relação sadomasoquista consensual. O tribunal, porém, rejeitou a tese da defesa e considerou que houve manipulação psicológica, coerção e violência contínua.
Laeticia relatou que foi obrigada a manter relações com amigos, colegas e desconhecidos escolhidos pelo ex-companheiro, além de se prostituir em postos de estrada e outros locais. Segundo ela, o número de homens envolvidos se aproximou de 500 ao longo dos anos.
O condenado admitiu parte das agressões, incluindo estrangulamentos e queimaduras, mas negou que houvesse falta de consentimento. A Justiça determinou que ele cumpra ao menos dois terços da pena antes de solicitar liberdade condicional.
O caso ganhou ainda mais atenção na França após a vítima afirmar que decidiu denunciar os abusos depois de acompanhar o julgamento de Gisèle Pelicot, mulher que se tornou símbolo internacional no combate à violência sexual após revelar ter sido dopada pelo marido e abusada durante anos por dezenas de homens.
Com informações do Notícias ao Minuto







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