O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram recentemente encontros separados com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em agendas que repercutiram no cenário político brasileiro.
Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca nesta terça-feira (26) e divulgou fotos ao lado de Trump no Salão Oval. Segundo aliados, o encontro teve como pauta eleições brasileiras, crime organizado e minerais estratégicos. O senador também defendeu que facções criminosas brasileiras sejam classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas.
Apesar da repercussão entre apoiadores do bolsonarismo, a Casa Branca não divulgou detalhes oficiais sobre a duração ou o conteúdo da reunião. Assessores de Flávio apresentaram versões diferentes sobre quanto tempo o senador teria permanecido com Trump, enquanto o governo norte-americano apenas confirmou que o encontro ocorreu.
Durante a visita, Trump também teria perguntado sobre Lula e comentado o encontro que teve com o presidente brasileiro no início de maio. Segundo relatos de participantes da reunião, o republicano voltou a classificar Lula como um político “dinâmico”, termo já utilizado anteriormente após o encontro oficial entre os dois líderes.
A reunião entre Lula e Trump aconteceu no dia 7 de maio e teve divulgação mais ampla por parte da Casa Branca. Na ocasião, houve fotos oficiais, pronunciamentos públicos e publicações nas redes sociais do presidente norte-americano sobre temas como comércio, tarifas e relações bilaterais.
Nos bastidores políticos, aliados de Flávio avaliam que a viagem aos Estados Unidos ajudou a desviar temporariamente o foco da crise envolvendo o áudio em que o senador aparece pedindo apoio financeiro ao empresário Daniel Vorcaro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já no caso de Lula, analistas políticos apontaram que o encontro com Trump ocorreu em meio a desgastes enfrentados pelo governo após derrotas políticas recentes no Congresso e no Judiciário.
Segundo pessoas próximas ao senador, Flávio acredita que o encontro fortalece sua imagem como possível nome da direita para as eleições presidenciais de 2026.
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