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Família de Eliza Samúdio cobra prisão de Bruno Fernandes e denuncia impunidade

por | mar 17, 2026 | Últimas notícias

A mãe de Eliza Samúdio, Sônia Fátima Moura, e a madrinha de seu filho, Maria do Carmo dos Santos, divulgaram uma carta aberta cobrando a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes, atualmente considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro.

No documento, enviado à imprensa nesta terça-feira (17), as duas denunciam falhas no sistema de Justiça e pedem providências imediatas para garantir o cumprimento da pena. Condenado a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza, Bruno teve o livramento condicional revogado após descumprir medidas impostas pela Vara de Execuções Penais.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ele não se apresentou após a decisão e, por isso, passou a ser considerado foragido, com mandado de prisão em aberto.

Na carta, a família afirma que o ex-jogador vinha, há anos, desrespeitando regras da Justiça, como a obrigação de manter endereço atualizado e comparecer regularmente às autoridades. Mesmo assim, segundo elas, não houve ação eficaz para contê-lo.

As denúncias incluem viagens realizadas sem autorização judicial para estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Acre. Um dos episódios que mais gerou revolta foi a participação de Bruno em uma partida de futebol no Acre, em fevereiro deste ano, mesmo estando impedido de sair do Rio de Janeiro.

Para a família, o caso representa uma afronta. “Enquanto um feminicida desfila impune, seguimos vivendo um luto sem corpo e sem respostas”, afirmam no documento. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Além da prisão, Sônia e Maria do Carmo pedem que o Ministério Público atue com rigor diante das violações e que todas as viagens realizadas sejam investigadas. Também solicitam responsabilização criminal pela fuga e pelo descumprimento das condições impostas pela Justiça.

A carta ainda critica o que classifica como leniência do Estado e alerta para o impacto social da impunidade em casos de feminicídio. Segundo elas, a falta de punição efetiva transmite a mensagem de que crimes contra mulheres não são tratados com a devida seriedade.

O caso, que teve grande repercussão nacional desde a condenação em 2013, volta ao centro do debate público diante das cobranças por justiça e pelo cumprimento integral da pena.

Foto: Arquivo g1

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