O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta terça-feira (3), em Valinhos (SP), a fábrica da Bionovis, responsável pela produção e comercialização de medicamentos biológicos de alta complexidade. “Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro”, afirmou.
Desde 2023, o Governo do Brasil investiu mais de R$ 5,6 bilhões para garantir a produção nacional de medicamentos oncológicos e destinados ao tratamento de doenças raras e autoimunes. Atualmente, a empresa fornece mais de 19 milhões de frascos e seringas ao Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de 13 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs).
As parcerias envolvem instituições como o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma); e a Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Produção nacional e autonomia
Entre os medicamentos produzidos para a rede pública estão betainterferona 1a, etanercepte, infliximabe, golimumabe e adalimumabe, indicados para doenças autoimunes, além de trastuzumabe e rituximabe, utilizados no tratamento de câncer. A etapa final das PDPs prevê a transferência completa de tecnologia, permitindo a fabricação 100% nacional e reduzindo a dependência externa.
A meta do governo é alcançar 50% de autonomia na produção nacional até 2026, dentro da política Nova Indústria Brasil (NIB), que prioriza o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Investimentos e geração de empregos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 650 milhões para a instalação de uma linha produtiva da Bionovis. Durante a visita, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou o papel do banco no estímulo à inovação.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil é o único país que distribui gratuitamente medicamentos de alta complexidade pelo SUS e defendeu a ampliação da produção nacional. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a maioria das PDPs foi lançada na atual gestão.
Em 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) do infliximabe pela Bionovis, permitindo a fabricação integral no país. A planta industrial tem capacidade para produzir até 250 kg de proteínas biológicas e mais de 19 milhões de frascos e seringas por ano. Atualmente, emprega 300 trabalhadores e deve chegar a 340 com a expansão.
Segundo o presidente da empresa, Odinir Finotti, a produção é estratégica para garantir acesso universal a medicamentos de alta complexidade no Brasil.





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