Em sua terceira visita à Coreia do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil e o país asiático têm amplas oportunidades de cooperação estratégica e intercâmbio de experiências. A declaração foi dada nesta segunda-feira (24), em Seul, durante conversa com a imprensa.
Segundo Lula, a complementaridade entre as duas economias cria bases sólidas para ampliar a parceria bilateral. “Nós temos muita necessidade de aprender com a Coreia do Sul, como a sofisticação tecnológica. E eles têm muitas coisas para aprender conosco, sobretudo na questão da política de transição energética, na discussão dos minerais críticos, das terras raras. Acho que essa parceria vai crescer muito”, destacou.
Atualmente, o intercâmbio comercial entre Brasil e Coreia do Sul gira em torno de US$ 11 bilhões. O país asiático é o quarto maior parceiro comercial brasileiro na Ásia. Para Lula, o volume ainda é modesto diante do potencial das duas nações. “Nós temos hoje um comércio de 11 bilhões de dólares, que é muito pouco para os tamanhos do Brasil e da Coreia do Sul. Nós vamos fazer crescer esse número”, afirmou.
Fórum empresarial e novos acordos
Durante a agenda em Seul, Lula participou da cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul e sinalizou a intenção de fortalecer parcerias comerciais. Foram firmados acordos em áreas como agricultura, tecnologia, produção de medicamentos e ampliação de intercâmbio cultural e educacional.
O presidente brasileiro esteve no país a convite do presidente sul-coreano Lee Jae Myung. Lula relembrou que os dois se encontraram anteriormente no Canadá e ressaltou a afinidade política entre ambos.
Negociação com o Mercosul
Lula também destacou o interesse da Coreia do Sul em retomar as negociações para um acordo comercial com o Mercosul, que estão paralisadas desde 2021. Segundo ele, há disposição para reativar as comissões técnicas e tentar concluir o acordo ainda este ano.
“Era muito importante, neste instante em que se discute a volta do unilateralismo, voltarmos a discutir esse acordo. Ele se mostrou muito interessado”, afirmou.
Pauta com os Estados Unidos
Questionado sobre uma possível reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula afirmou que prepara uma pauta ampla, que inclui o combate ao crime organizado.
Segundo o presidente brasileiro, ele pretende envolver órgãos como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública nas tratativas. “Se ele quiser, de verdade, combater o crime organizado, o narcotráfico, o tráfico de armas, o Brasil será parceiro de primeira hora”, disse.
Lula acrescentou que também pretende discutir temas ligados ao multilateralismo, à democracia e a interesses estratégicos do Brasil.
Próxima parada: Emirados Árabes Unidos
Após a agenda na Coreia do Sul, Lula segue para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, onde terá reunião com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
De acordo com Lula, o foco será ampliar a relação comercial e política entre os dois países. “Nós não estamos precisando de guerra, estamos precisando de paz. Estamos precisando de investimento e desenvolvimento, que é isso que vai fazer melhorar a vida do povo”, concluiu.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.










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