A esposa de um subtenente do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul segue internada em estado grave após ser atacada com golpes de martelo pelo próprio marido em Ponta Porã. O crime ocorreu na última terça-feira (3) e também deixou dois dos três filhos do casal feridos.
A mulher, de 51 anos e enfermeira, está hospitalizada no Hospital da Vida. Segundo a polícia, os filhos de 17 e 15 anos foram atingidos durante as agressões. O filho mais novo, de 11 anos, presenciou o ataque, mas não sofreu ferimentos. Os três adolescentes têm diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Antes de ser agredida, a mulher teria orientado os filhos a fugir da residência e pedir ajuda. Testemunhas relataram que as crianças correram para a rua em busca de socorro. Moradores que entraram na casa afirmaram ter visto o militar agredindo a esposa com um martelo.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito tentou fugir após o ataque, mas foi detido por moradores da região depois de pular muros durante a tentativa de fuga. Ele sofreu uma fratura no tornozelo e permanece internado sob escolta no Hospital Regional de Ponta Porã.
Relato da filha
Em depoimento à polícia, a filha mais velha contou que o pai havia chegado do plantão, fechado portas e janelas da casa e recolhido os celulares dos filhos antes da chegada da mãe.
Segundo o delegado Rodrigo Inojosa, quando a mulher chegou em casa o homem pediu que ela fosse até o quarto, mas a vítima desconfiou da situação e se recusou.
Ainda conforme o relato da adolescente, a mãe gritou para que os filhos abrissem a porta e fugissem. No entanto, as agressões começaram antes que todos conseguissem sair. A jovem afirmou que também foi atingida com golpes na cabeça.
Moradores relataram que encontraram as crianças com sangue no rosto e a mulher caída no chão enquanto o suspeito ainda segurava a arma usada no ataque.
Investigação
O subtenente foi preso em flagrante e autuado por tentativa de feminicídio. A arma utilizada no crime foi apreendida pela polícia.
A vítima recebeu os primeiros atendimentos em Ponta Porã, mas devido à gravidade dos ferimentos foi transferida para Dourados, onde permanece internada.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que irá solicitar a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva enquanto o caso segue em investigação.










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