Dra. Hilda, mesmo com o maior prêmio da enfermagem em mãos, não pensa em desacelerar: “Enquanto eu puder ajudar o próximo, estarei aqui.”
Recife (PE) – Com seu corpo franzino, a Enfermeira, Dra. Hilda Guimarães de Freitas, engana quem acha que ela já deveria estar descansando. Aos longos anos de longeva vida e com uma saúde de dar inveja a muitos por aí, ela continua firme e forte, sempre disposta a se doar. Dra. Hilda é daquelas mulheres guerreiras que não se abalam facilmente.
Sua primeira experiência como enfermeira foi “fazer uma benzetacil”. O resultado não foi dos melhores: ao forçar o êmbolo, a agulha obstruída ficou “pendurada” no braço do paciente. Nervosa, saiu do quarto temendo encontrar sua professora, mas inevitavelment
e, a conversa aconteceu. “Deu errado a injeção”, confessou esperando uma bronca. No entanto, a professora pediu que refizesse o procedimento. Naquele momento, ela percebeu que estava sendo desafiada. “Foi nesse momento que entendi: eu precisava me desafiar cada vez mais.”
Ganhando a cada erro e desafio, Hilda se reconhece como uma verdadeira Poliana, a personagem otimista de Eleanor H. Porter. De espírito positivo, ela sempre buscou mais: trabalhou em comunidades indígenas, participou do processo de erradicação da poliomielite no Brasil, lutou pela introdução dos testes rápidos no SUS, foi professora, servidora pública e dedicou-se à gestão e organização dos serviços de saúde.
“Eu não paro porque amo o que faço. O que quero passar para as colegas mais jovens é que vale a pena, e muito, fazer a diferença na vida das pessoas e na comunidade”.
O Prêmio Anna Nery, que recebeu na noite de ontem (17), é o maior reconhecimento da enfermagem no Brasil. Ele simboliza o compromisso, a i
Inspiração e o protagonismo que Dra. Hilda representa para enfermeiros, técnicos, auxiliares e obstetrizes em todo o país. São mais de 30 anos dedicados à enfermagem, e ela ainda não pensa em parar.
Fonte: Coren-MS








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