Simone Tebet, ministra do Planejamento — Foto: Ricardo Stuckert/PR
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou nesta quarta-feira (4) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, são os nomes mais fortes do governo Lula para disputar o governo de São Paulo nas eleições de outubro de 2026. A declaração foi feita após um evento no Palácio do Planalto, em Brasília.
Segundo Tebet, tanto Haddad quanto Alckmin reúnem condições políticas e eleitorais para liderar a disputa no maior colégio eleitoral do país e fortalecer o projeto nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Os melhores nomes para o governo de São Paulo, por toda a história, por conhecerem e estarem mais atrelados à própria figura do presidente Lula, são o Haddad, por ser do PT, e o Alckmin, por ser vice. Se estamos falando em angariar votos para a majoritária federal, esses dois no governo do estado puxam mais votos”, afirmou a ministra.
Fernando Haddad tem sido pressionado por aliados a entrar na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Apesar disso, o titular da Fazenda tem demonstrado resistência em disputar mais uma eleição em um cenário considerado desfavorável e já declarou que prefere coordenar a campanha de reeleição de Lula. Mesmo assim, o presidente já deu sinais públicos de que vê Haddad como o nome preferido para a disputa em São Paulo.
Para Tebet, no entanto, a participação do ministro é fundamental. “O quadro não fecha sem ele. E ele precisa ter essa consciência, e acho que tem”, declarou, ao afirmar que Haddad não teria como “fugir dessa missão”.
A ministra também reiterou que se colocou à disposição do presidente Lula para disputar uma vaga no Senado em 2026, seja por São Paulo ou por Mato Grosso do Sul, estado pelo qual já exerceu mandato de senadora. Na semana passada, Tebet afirmou que deve deixar o cargo no governo até o dia 30 de março para concorrer nas eleições e disse que Lula sinalizou preferência para que ela dispute uma vaga no Senado.
Segundo Tebet, uma nova conversa com o presidente deve ocorrer até o Carnaval para definir os próximos passos políticos.
A eleição para o Senado é tratada como prioridade tanto pelo governo quanto pela oposição. Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do total, o que pode alterar significativamente o perfil do Senado a partir de 2027. Por isso, partidos e lideranças políticas já se movimentam para formar chapas consideradas competitivas em todo o país.
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