Um homem de 34 anos, de nacionalidade egípcia, foi preso no último sábado (14) em Campo Grande, suspeito de praticar extorsão e violência psicológica contra a ex-companheira. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), que também executaram mandado de busca e apreensão na residência do investigado.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após a vítima, também egípcia e moradora da capital sul-mato-grossense, procurar a delegacia e relatar que vinha sendo alvo de ameaças e chantagens por parte do ex-companheiro há vários anos.
Segundo o depoimento, o suspeito utilizava vídeos íntimos envolvendo uma irmã da vítima, que vive no Egito, para intimidá-la. Ele ameaçava divulgar o material tanto para o marido da familiar quanto nas redes sociais e na internet.
Em troca de não tornar públicas as imagens, o homem exigia vantagens da ex-companheira, como transferências de dinheiro e até a realização de serviços domésticos.
Ainda conforme relatado à polícia, a eventual divulgação dos vídeos poderia causar sérias consequências para a irmã da vítima no país de origem, especialmente por questões culturais e familiares.
As investigações também indicam que o suspeito teria utilizado dados pessoais da vítima e do filho do casal para acessar aplicativos e outras informações consideradas sensíveis. Conforme a polícia, ele também mantinha comportamentos de manipulação e controle durante o relacionamento.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais recolheram dois aparelhos celulares, um pen drive e um cartão de memória. Os materiais serão periciados e podem contribuir para o avanço das investigações.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para a 1ª Deam, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária. Ele permanece preso e à disposição da Justiça.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados de forma segura e sigilosa. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível buscar orientação e registrar denúncias pelo número 180, que funciona 24 horas por dia.







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