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Economia criativa volta ao centro do desenvolvimento e marca 2025 no Brasil

por | dez 26, 2025 | Últimas notícias

A retomada e a consolidação da economia criativa marcaram o ano de 2025 no Brasil, com a recriação da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, que voltou a assumir protagonismo na formulação e execução de políticas públicas voltadas aos trabalhadores e empreendedores do setor. A medida reposicionou a cultura como eixo estratégico do desenvolvimento social, econômico, ambiental e cultural do país.

Em apenas seis meses de atuação, a Secretaria de Economia Criativa apresentou resultados considerados expressivos. Um dos principais destaques foi a realização da quarta edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil, o MICBR + Ibero-América 2025, em dezembro, em Fortaleza, no Ceará. Maior mercado público de economia criativa do país, o evento reuniu mais de 600 empreendedores de 15 setores criativos, com rodadas de negócios, ações formativas e atividades artísticas. Levantamento preliminar aponta expectativa média de R$ 94,5 milhões em novos negócios nos próximos 12 meses, crescimento de 35% em relação à edição realizada em Belém, em 2023.

Outro avanço relevante foi a abertura do Edital Inova Cultura, em parceria com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste. O edital destina R$ 2 milhões para projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação voltados ao fortalecimento da economia criativa nos nove estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do norte do Espírito Santo, regiões que integram a área de atuação da Sudene. A iniciativa busca impulsionar o desenvolvimento regional e reduzir desigualdades territoriais.

No âmbito da Lei Rouanet, por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura, a Secretaria lançou o edital para o desenvolvimento sustentável de Territórios Criativos, ampliando o alcance das políticas de fomento e incentivando iniciativas que integrem cultura, economia, inovação e desenvolvimento local.

A reestruturação da Secretaria de Economia Criativa tem como missão consolidar o setor como um pilar estratégico do país, guiada por princípios como democracia cultural, sustentabilidade, diversidade e inovação. Um exemplo dessa diretriz é o Programa Kariri Criativo, implantado em nove municípios do Ceará, com investimento de R$ 4,8 milhões. A iniciativa articula redes de empreendedores, fortalece negócios locais e produz conhecimento sobre o impacto da cultura na vida das comunidades. A expectativa é que, a partir de 2026, ao menos um território criativo seja implementado em cada região do Brasil.

Segundo a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, os resultados demonstram o impacto concreto das políticas públicas no setor. Ela destaca que, em poucos meses, foi possível avançar em ações estratégicas que fortalecem os empreendedores criativos, ampliam o acesso às políticas públicas e reduzem desigualdades territoriais, comprovando que a economia criativa gera impacto econômico real e transforma vidas.

Entre as principais entregas de 2025, a Escola Solano Trindade de Formação e Qualificação Artística, Técnica e Cultural se consolidou como referência nacional. Em quase dois anos de funcionamento, a plataforma alcançou 157 mil estudantes cadastrados, somou 242 mil inscrições em cursos e certificou 48 mil alunos.

Para 2026, a Secretaria de Economia Criativa prepara a implementação de políticas estruturantes. Entre as iniciativas previstas está o lançamento da Política Nacional de Economia Criativa, chamada Brasil Criativo, que reunirá princípios, diretrizes, objetivos e instrumentos para consolidar o setor e seus territórios como estratégia central na geração de trabalho decente, renda digna e desenvolvimento sustentável.

Outro eixo será a criação do Observatório Celso Furtado de Cultura e Economia Criativa, estruturado a partir de parcerias com instituições públicas e privadas de pesquisa. O observatório será responsável por produzir dados confiáveis, apoiar a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas e ampliar a gestão por evidências no Ministério da Cultura.

Também está prevista para 2026 a implementação do Programa Nacional Aldir Blanc de Economia Criativa, que garantirá financiamento federativo para estados e municípios, fortalecendo de forma contínua o setor criativo em todo o país.

Com esse conjunto de ações, 2025 entra para a história como o ano em que o Governo Federal retomou seu papel na construção de um novo modelo de desenvolvimento, tendo a cultura, a criatividade e a inovação como pilares para fortalecer a imagem e a presença do Brasil no cenário internacional.

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