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Dona da Havaianas se recupera na Bolsa de Valores do Brasil após boicote político

por | dez 23, 2025 | Últimas notícias

A Alpargatas, controladora da marca Havaianas, recuperou rapidamente o valor de mercado perdido após a polêmica envolvendo sua campanha publicitária de fim de ano. Depois de dois dias de queda, as ações voltaram a subir nesta terça-feira, 23 de dezembro, e atingiram o maior patamar dos últimos dez dias na Bolsa de Valores do Brasil.

Na segunda-feira, 22, os papéis da empresa chegaram a recuar cerca de 3% no início do pregão, em meio a críticas nas redes sociais e pedidos de boicote feitos por influenciadores e políticos ligados à direita. A campanha estrelada pela atriz Fernanda Torres foi interpretada por grupos conservadores como um posicionamento político de viés esquerdista, o que intensificou a reação negativa.

Com a queda, o valor de mercado da Alpargatas chegou a ser reduzido em aproximadamente R$ 150 milhões. Especialistas apontaram que o movimento refletiu a cautela dos investidores diante do aumento do ruído em torno da marca. Já nesta terça-feira, as ações se valorizaram mais de 3%, revertendo completamente as perdas e superando o nível registrado antes da veiculação do comercial.

Apesar da mobilização por boicote, o impacto no varejo não foi percebido. Nas redes sociais, consumidores compartilharam imagens e vídeos de lojas da Havaianas cheias e com filas em diversas cidades do país, especialmente às vésperas do Natal. Parte dos internautas ironizou os pedidos de boicote, enquanto outros destacaram que a polêmica acabou ampliando a visibilidade da marca no principal período de vendas do ano.

O ator e ex-deputado federal Alexandre Frota também se posicionou contra a destruição de produtos. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou ter recolhido quase trinta pares de Havaianas descartados nas ruas de São Paulo. As sandálias foram lavadas e colocadas em embalagens com mensagens de Feliz Natal para serem doadas a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A campanha que gerou a controvérsia foi lançada no domingo, 21 de dezembro, com a frase “Não quero que você comece 2026 com o pé direito”. O conteúdo foi interpretado como provocação política por setores conservadores, levando a manifestações públicas de boicote, inclusive com vídeos de pessoas cortando ou jogando fora os chinelos. Entre os que incentivaram a rejeição à marca estão o empresário Luciano Hang e o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Mesmo com a repercussão intensa, o mercado reagiu de forma positiva, indicando que, até o momento, a polêmica não comprometeu o desempenho financeiro da dona da Havaianas.

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