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Deputada Gleice Jane vota contra novo empréstimo de R$ 950 milhões proposto pelo governador Eduardo Riedel

por | nov 13, 2025 | Últimas notícias

A deputada estadual Prof.ª Gleice Jane (PT) divulgou um vídeo em seu canal no Instagram explicando o motivo de ter votado contra o projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a contrair um empréstimo de R$ 950 milhões. Segundo a parlamentar, a medida representa “mais uma conta que o povo trabalhador de Mato Grosso do Sul terá de pagar”.

No vídeo, Gleice Jane criticou o fato de o governo estadual manter isenções fiscais que somam cerca de R$ 6 bilhões por ano, principalmente voltadas ao setor do agronegócio, enquanto busca novos financiamentos.

“Se há tanto dinheiro sendo renunciado, por que o Estado precisa endividar a população trabalhadora? Esses recursos poderiam garantir valorização dos servidores, melhorias na saúde, mais investimentos em segurança, cultura e meio ambiente”, afirmou.

A deputada também cobrou transparência do governador Eduardo Riedel (PSDB) sobre o destino dos recursos e sobre os motivos que levaram o Estado, que até recentemente apresentava boa saúde financeira, a buscar novo endividamento.

“O governador precisa vir a público explicar por que o Estado, que estava bem economicamente, agora tem dificuldades e quer fazer mais dívida para o povo pagar”, declarou.

Durante a fala, Gleice Jane destacou que os R$ 6 bilhões anuais em renúncia fiscal seriam suficientes para atender promessas de campanha, como a valorização dos professores contratados, dos policiais civis e militares, além da revogação do desconto de 14% sobre os aposentados.

A parlamentar concluiu reforçando seu compromisso com os trabalhadores e convidando a população a participar do debate. “Votei não, porque sigo lutando pelos direitos da população. Quero saber: você acha justo o governador garantir renúncia fiscal aos mais ricos e fazer empréstimo para o povo pagar?”

O projeto foi aprovado em plenário com votos contrários da bancada do PT, que classificou a medida como mais um exemplo de priorização dos interesses econômicos do agronegócio em detrimento das necessidades sociais do Estado.

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