A advogada e influenciadora Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita da prisão em que afirma ser vítima de perseguição e nega qualquer ligação com o PCC. O conteúdo foi compartilhado nas redes sociais pela irmã dela, Dayanne Bezerra, após visita à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo.
Na carta, Deolane afirma que foi surpreendida pela operação policial dentro de casa. “Fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto”, escreveu. Ela também declarou que nunca foi formalmente ouvida no inquérito, apesar das investigações durarem mais de quatro anos.
A influenciadora foi presa na última quinta-feira durante uma operação que apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo a investigação, empresas de transporte teriam sido usadas para movimentar recursos ilícitos da facção criminosa.
Deolane afirma que sua prisão tem relação com sua atuação profissional como advogada e negou ter qualquer envolvimento com o crime organizado. “Não sou e nunca fui bandida. Sou mãe, empresária e advogada”, escreveu.
Ela também contestou informações divulgadas durante as investigações, como a alegação de que teria dezenas de empresas em seu nome. Segundo Deolane, os dados podem ser desmentidos por consultas oficiais na junta comercial.
Ainda na carta, a influenciadora afirmou que a investigação menciona um depósito de R$ 24,5 mil recebido como honorários advocatícios e sustenta que o valor foi declarado legalmente. A defesa dela afirma que as medidas tomadas pela Justiça foram “desproporcionais” e reforça que a empresária é inocente.
As investigações tiveram início após a apreensão de manuscritos atribuídos ao PCC em um presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. Embora o nome de Deolane não apareça diretamente nos bilhetes, a polícia afirma que o material levou à descoberta de movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Durante audiência de custódia, os advogados pediram a soltura da influenciadora alegando que ela tem uma filha menor de 12 anos. O pedido também chegou ao STF, mas o ministro Flávio Dino entendeu que não havia ilegalidade evidente na prisão neste momento do processo.
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