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Defesa insiste em pedir prisão domiciliar após queda de Bolsonaro na PF

por | jan 14, 2026 | Últimas notícias

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal a concessão de prisão domiciliar humanitária após ele sofrer uma queda dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal. O novo pedido foi protocolado e aponta agravamento do estado de saúde como fato novo para reavaliação da decisão que havia negado o benefício.

Segundo os advogados, Bolsonaro caiu da própria altura, bateu a cabeça e precisou de atendimento médico de urgência. Ele foi levado ao Hospital DF Star, onde realizou exames como tomografia e ressonância magnética do crânio e da coluna cervical. Embora os exames não tenham identificado sangramento ou lesões graves, os laudos indicaram sinais de impacto na cabeça e alterações degenerativas na coluna.

A defesa argumenta que o episódio confirma riscos já apontados em relatórios médicos e sustenta que o ambiente prisional não é capaz de prevenir novas ocorrências, diante do histórico clínico do ex-presidente, que tem quase 71 anos e passou por diversas cirurgias desde o atentado sofrido em 2018. Os advogados também citam doenças cardiovasculares, pulmonares, neurológicas e metabólicas, além do uso contínuo de medicamentos que afetam o sistema nervoso central.

No pedido, os defensores solicitam a prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas que o STF considerar necessárias. De forma alternativa, pedem a realização de uma avaliação médica independente para verificar se o estado de saúde de Bolsonaro é compatível com a permanência no sistema prisional.

Relatórios anexados ao processo apontam fragilidade clínica permanente, dificuldade de equilíbrio, perda de massa muscular e maior risco de quedas, especialmente durante a noite. A defesa sustenta que a domiciliar não seria um privilégio, mas a única forma de garantir o cumprimento da pena sem colocar em risco a saúde e a vida do ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes havia negado pedido semelhante no início do mês, ao afirmar que não havia agravamento do quadro clínico e que a Polícia Federal tinha condições de prestar o atendimento necessário, além de citar risco de fuga. Agora, caberá ao relator analisar se a queda altera o cenário avaliado anteriormente.

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