A atriz Danni Suzuki revelou detalhes da perseguição que sofreu ao longo de 17 anos por um homem que chegou a ameaçá-la de morte, além de intimidar amigos, familiares e pessoas de seu convívio profissional. O relato foi feito nesta sexta-feira (6), durante participação no programa Encontro com Patrícia Poeta, da TV Globo.
O suspeito, Danilo da Silva Macedo, foi preso no fim de janeiro após se apresentar espontaneamente a uma delegacia em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo. Desde outubro de 2025, ele estava internado em uma clínica psiquiátrica, e em dezembro a Justiça havia expedido mandado de prisão preventiva.
Segundo Danni, apesar de a perseguição ter começado há quase duas décadas, ela só tomou conhecimento da gravidade da situação há cerca de três anos, quando amigos passaram a relatar ameaças recebidas por mensagens. “Estou um pouco aliviada, sentindo que as coisas tomaram um rumo, mas enquanto o processo não termina a gente não se sente segura”, afirmou a atriz.
De acordo com o relato, o homem utilizava diversos perfis falsos nas redes sociais para tentar contato e enviava mensagens, áudios, vídeos, e-mails e até transferências via Pix. As ameaças se estendiam a amigos, chefes e até aos filhos da atriz. “A rejeição e o silêncio foram se transformando em ódio e perseguição”, disse.
Por medo, Danni contou que precisou mudar completamente sua rotina. Ela passou a andar com seguranças, deixou de cumprimentar fãs após palestras e evitou frequentar eventos sociais. Mesmo após a concessão de medida protetiva, a perseguição continuou. “Ele se mostrava imparável”, relatou.
A atriz afirmou ainda que o stalker detalhava como pretendia matá-la, o que a manteve em constante estado de alerta. “É uma violência psicológica contínua. A tecnologia avança, mas as leis ainda tratam isso como algo pontual, o que torna tudo muito difícil”, declarou.
Danilo da Silva Macedo já tinha antecedentes criminais por agressão, homicídio e porte ilegal de arma. Danni ressaltou que nunca respondeu às tentativas de contato e fez um alerta. “As pessoas precisam procurar a polícia. Não é um crime virtual, é real”, concluiu.







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