Perícia retirando pá de escavação do carro (Foto: Clara Farias)
A investigação sobre a morte de uma mulher encontrada com um tiro na testa na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, ganhou novos elementos após a localização do carro da vítima nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. Dentro do veículo, peritos encontraram vestígios de sangue, um projétil e uma pá, itens que agora são considerados peças-chave no inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa.
O automóvel foi localizado em um matagal no bairro Jardim Colúmbia, após buscas realizadas com apoio aéreo da Polícia Militar. Ao verificar a placa, os agentes confirmaram que o veículo pertencia à vítima, uma mulher de 59 anos, cujo desaparecimento havia sido registrado por uma amiga na tarde de terça-feira, 24.
Segundo o delegado Caio Macedo, os vestígios encontrados indicam ligação direta com o crime, mas ainda não é possível afirmar onde o homicídio ocorreu. A possibilidade de que a vítima tenha sido morta dentro do carro ou em outro local segue em análise.
Durante a perícia, além do projétil, foi localizada uma pá de escavação, bastante suja, possivelmente com barro. O objeto foi apreendido e passará por exames laboratoriais para verificar se há presença de sangue ou outros materiais que possam contribuir para a elucidação do caso.
A linha de investigação considera que o corpo pode ter sido transportado após o crime. A vítima foi encontrada na manhã de terça-feira (24), às margens de uma estrada de terra próxima à área da cachoeira, com uma perfuração na região frontal do crânio, característica de disparo de arma de fogo.
No local onde o corpo foi deixado, havia marcas de pneus, o que reforça a hipótese de que o cadáver foi desovado. A suspeita inicial é que os autores pretendiam ocultar o corpo na cachoeira, mas desistiram por algum motivo.
Até o momento, não há suspeitos identificados. A polícia trabalha no levantamento das relações pessoais da vítima para tentar esclarecer a motivação do crime.
O delegado também informou que, por enquanto, o caso é tratado como homicídio, sem indícios que confirmem feminicídio nesta fase da investigação.
O veículo será encaminhado ao pátio da DHPP, onde passará por novas análises periciais. A Polícia Civil segue com as diligências para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime.









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